15.7.09

amor: eros, storgé, philos e agapé

intuitivamente achei que houvesse uma explicação para cada forma de amar. sou geminiana e naturalmente apaixonada, então o amor esteve sempre muito presente na minha vida. observar a maneira como o amor se expressa, ou como as pessoas expressam seu amor [claro, que muitas vezes embolada em alguma situação em particular] me levou a acreditar na existência de mais de um tipo de amor, afinal, não é possível que Jesus Cristo fale há tanto tempo em amor - " ame a seu próximo como a si mesmo", " ame os seus inimigos" - e até hoje não tenhamos conseguido chegar lá! só podemos estar pegando um caminho diferente...
numa das minhas leituras encontrei uma coisa que me chamou a atenção. se você não sabe o que busca, muito provavelmente não tem chance de encontrar, de forma que, talvez seja melhor saber que tipo de amor esteja buscando.
para iniciarmos um entendimento a respeito do amor é preciso que o desdobremos em quatro palavrinhas de origem grega. isso, até onde eu pude entender, é claro!
o novo testamento foi escrito originalemente em grego. para os gregos existem quatro palavras diferentes para descrever amor: eros, storgé, philos e agapé. eros, da qual deriva erótico, significa sentimento baseado em atração sexual e desejo ardente. storgé, que quer dizer afeição, representa o sentimento especialmente que nutrimos pela família e amigos mais próximos, aquela outra família. o fato é que nem eros, nem storgé aparecem no novo testamento. a outra palavra é philos, um sentimento de fraternidade, que aparece quando temos um amor recíproco, um amor condicional, quando você ama por ser amado, quando você retribui quando alguém o faz sentir especial. a última palavrinha é agapé que os gregos empregavam para descrever um amor incondicional, baseado no comportamento que temos em relação às pessoas, sem que haja uma necessidade de troca.
percebe? não existe em agapé um sentimento e sim um comportamento.
o amor ao qual Jesus se refere é agapé. um comportamento amoroso que devemos ter com as outras pessoas, independente de que elas tenham conosco ou não.
daí, então, leve para a prática diária: quando aquele carinha quiser "aquilo" e falar que te ama, não escute amor, e sim eros e poupe-se da ilusão! quando seu chefe te encher os pacová pratique agapé com ele e livre-se de uma demissão!
depois, quando eu falo que falo grego e por isso ninguém me entende, as pessoas acham que estou brincando...