22.7.09

apego, aversão e desapego

se os pensamentos não lhe trazem nitidez e clareza então voe para o seu coração.
por alguns dias, depois de um redirecionamento brusco, sem que eu percebesse, me distanciei do meu. meus pensamentos confusos, não me davam o dom das palavras e nem do saber agir. eu tinha ído do apego à aversão!
os dias estavam se passando meio turvos e o caminhar seguia para onde eu não queria ir. tão certo quanto a morte, eu chegaria a um distúrbio de caráter segundo as palavras de Gandhi...
peraí, peraí, peraí! não é esse o meu caminho! tudo depende do que você quer. aonde você quer chegar? com certeza eu não quero levar dois anos processando tudo isso! a resposta que não é fácil de alcançar é, ao mesmo tempo, muito simples, mas não tem que ser pensada e sim sentida!
a questão é que eu sou o que sou. e eu sou o que me permiti construir. e nada do que vier de fora poderá mudar isso. meus atos, baseados nas minhas palavras e nos meus pensamentos [ou sentimentos] não podem ser influenciados por nada que venha de fora, ou então eu não estarei aplicando o conhecimento que obtive e estarei me distanciando do meu coração.
se reconheço um prazer que não vem da pele, é porque ele é muito mais profundo e só pode vir do centro do sentir! é de lá que surge, é lá que mora e é lá que vai continuar existindo.
ainda que o silêncio tente envenenar meus pensamentos não têm o poder de penetrar no coração. no coração tudo está claro e certo. o afeto, o apoio, o carinho, a afeição, a amizade e o amor que ainda brota estão lá, são concretos, são reais. isso nada tem a ver com você, com nada ou ninguém, a não ser com Ele de dentro de mim. nesse momento abro minhas mãos e deixo o balão partir, mas estarei aqui.
talvez isso seja praticar o desapego. e eu, sou o que sou e estou aqui, em paz e no mesmo lugar, só que, de novo, um pouquinho mais acima...
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com a testa e o nariz colados aos seus, olhos nos olhos, baixo o meu olhar, como fazem os tibetanos. apesar das artemanhas, o que ficou impresso foi mais um momento especial. teacher, gratidão por me conduzir ao x da questão e me lembrar da lei da impermanência. afinal, a vida é yoga!