23.11.10

amizade também pode ser amor!


Sabe, eu não quero que você faça nenhum esforço. Por favor não se cobre em oferecer alguma coisa que você não possui: a vontade de prosseguir.
Eu tava aqui pensando em umas coisas e me veio a palavra amor.
Não estamos prontas para o amor. Não para aquele amor verdadeiro, aquele amor que transpassa, aquele amor que aceita, aquele amor que se entrega.
Muitas vezes dissemos uma para outra que nos amávamos. Mas era ilusão!
Tínhamos uma relação de amizade, onde não há a corrente dos laços de família, nem uma relação sexual, nem de profissão, nem laço nenhum tipo. Não deveria haver obrigação. Éramos amigas por opção e estávamos uma ao lado da outra porque queríamos.
Mas havia alguma coisa que nos unia e provavelmente era uma busca, uma na outra, por alguma coisa que faltava em nós mesmas! Geralmente é assim. Buscamos fora e por isso houveram as decepções de ambos os lados.
Projetamos uma na outra alguma coisa que falta dentro.
Faltou também uma clareza sobre o que estava em jogo: uma pessoa sem amor-próprio não pode dar amor à ninguém, porque não o possui!
Você me falou tantas vezes em falta de amor meu por mim mesma e da minha baixa auto-estima, me abrindo os olhos...
Se iludiu em esperar amor de mim e ainda mais amor do jeito que você idealiza que ele seja. Eu, do meu lado, te ofereci amor, sem saber que realmente não faço idéia [ainda] do que se trata...
Mas não devemos nos cobrar por termos falhado: a falta de amor é uma epidemia mundial!!! A maioria das pessoas não tem amor [de verdade] a oferecer, mas espera amor [de verdade] do outro!
É bem nesse momento que as relações, qualquer uma delas, se rompem: quando as ilusões vêm a tona e verificamos que o outro não é quem idealizamos e não tem amor [de verdade] a oferecer.
Daí em diante é necessário tornar alguns limites mais elásticos, quebar alguns padrões, entrar em contato com suas próprias ilusões e projeções para prosseguir na construção de uma relação baseada em clareza e tentativa de dar e oferecer amor de verdade.
Mas é muito difícil seguir. Incomoda, traz desconforto, nos coloca em contato com nossas imperfeições...
Não sei o que tem depois disso: quando a outra perte esteve firme, eu dei pra trás e quando estou disposta, a outra parte não está...
Ainda não encontrei ninguém disposto a atravessar essa fronteira ao meu lado no momento que também estou.
Essa é a minha dor, agora. Apenas essa: ainda não foi dessa vez!
Passou por mim mais uma oportunidade de me aproximar do amor verdadeiro!
Fica bem também.
Seguimos na trilha sagrada, na ciranda da vida, sem a chance de encontrar o amor verdadeiro, mas seguimos, enfim.
Um beijo,
Camila