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24.7.16

Eu mulher, mãe e terapeuta


Essa última semana me trouxe muitas reflexões. Sou mãe de um garoto de 14 anos e o seu crescimento está me fazendo entrar em contato com uma parte minha e do meu universo que eu havia colocado um pouco de lado, talvez muito, mas estou percebendo agora.

Meu filho foi criado apenas por mim, como muitos dos meninos de sua geração são criados apenas pelas mães, uma vez que muitos pais não deixaram o posto de filho, logo não puderam assumir suas responsabilidades como pais. Essa sempre foi a explicação que dei pro meu próprio filho sobre a ausência de seu pai.

Já, eu mesma, fui criada por uma mãe que largou sua vida profissional para criar três filhas, com o auxílio apenas financeiro de um pai (o meu e das minhas irmãs) que, apesar de morar na mesma casa que nós todas, por sua vez também não amadureceu emocionalmente para cumprir seu papel em nossa família...

Esse foi o padrão que reproduzi quando me apaixonei, nos meus 18 anos, pelo pai (ainda filho) do meu filho.

Hoje, tenho nas mãos, eu-mãe (e talvez eu-terapeuta) a oportunidade de quebrar esse padrão com o meu filho. Eu grifei oportunidade para dar peso a essa palavra, pois ela muda completamente minha relação com a situação, uma vez que, num estalo, eu-mãe escrevi obrigação, mas eu-mulher, conscientemente escolho viver esse momento como uma oportunidade de fazer diferente.

Temos, meu filho e eu, vivido momentos bastante intensos, considerando que não temos os mesmos parâmetros para tratar a situação. Ele é um adolescente sendo adolescente e eu, uma mãe autoanalisada e consciente da oportunidade que tenho nas mãos, sendo uma mãe, e nas palavras dele, fazendo tempestade em copo d'água. 

Essa semana parei para rever e reabsorver a mensagem de dois filmes: Sobre meninos e lobos (cujo nome original é Mystic River e, que lembrei ter visto com meu pai, pela primeira vez e que seu comentário no final, com o queixo nas mãos foi: "Caralho!") e Clube da Luta e eles me tocaram profundamente. 

Ambos os filmes parecem contar a vida de homens na sociedade, mas na verdade falam de meninos: meninos que não amadureceram, que não superaram seus traumas , que não souberam lidar com seus medos, que não assumiram a responsabilidade por suas vidas e pelas vidas dos que os cercam, que tem que criar entre si próprios homens-meninos, eventos, códigos e signos que lhes garantam a passagem, mesmo que de aparência ou não fundamentada em maturidade emocional, entre serem meninos ou serem homens. Os mesmos homens-meninos que me constituíram até agora enquanto mulher e os mesmos homens-meninos que não desejo que meu filho se torne.

Esse é um lugar novo para mim. É um lugar que ainda não percorri, mas que como mãe, mulher e terapeuta sei que vim desbravar.

Nesse lugar tenho muitas perguntas sem respostas e vou partilhá-las aqui:

Que tipo de conduta uma mãe de adolescente deve ter para não dar limites de mais, não cobrar de mais, não aparar de mais as arestas de um menino que não teve e não tem o espelho de um homem-homem no qual se projetar, mas, que como mãe deseja e sempre tentou dar ela mesma a ele, essa imagem pela qual se orientar? Como e até que ponto, eu-mulher posso e devo ser esse espelho? Quais rituais de passagem posso eu-mãe, consentir que meu filho-adolescente faça com sua tribo de amigos-filhos-adolescentes que são tão sem orientação de homens-homens quanto ele é, para se afirmarem como homens diante dessa sociedade de homens-meninos que não desejo que ele se enquadre?

Ao mesmo tempo que tenho a consciência de ter sido a melhor mãe que pude, sei que que não pude ser mãe e pai. Não se trata, portanto, nem de me culpar, nem de querer controlar a vida do meu filho e sim de esclarecer para mim mesma como posso contribuir de uma forma mais adequada e efetiva neste momento, quando ele começa a fazer as suas próprias escolhas e percebo similaridades com as escolhas que fiz e que me levaram ao padrão que desejo ter a oportunidade de quebrar. 

22.5.11

fui desconectada!?


tenho pensado muito nos últimos meses sobre este grande mistério que é a nossa jornada: construimos fatos, coisas, relações, superamos desafios, ou não... entramos em contato com o nosso lado oculto, a dor, a sombra pra descobrirmos que a luz está em todas as coisas, em todos os lugares, permeando a cada um dos diversos aspectos de nossas vidas e personalidades!
ao menos deveríamos entrar em contato com isso também...
enfim, mas e o mundo paralelo à isso tudo? e o mundo do dia-a-dia e a rotina, e as contas, e o filho que tá na escola, e o trabalho, e o marido? e todas as coutras coisas materiais que buscamos?
tudo é amor!
é difícil falar sobre isso. algo em mim mudou profundamente desde que cheguei a petrópolis. não pela cidade em si, mas acho que pela experiência de sonhar e ver a realidade se fundindo a tudo isso. alguém está me entendendo?
às vezes acho que preciso "ainda" da rafa pra me ajudar a elaborar...
e logo depois vejo que não, que entendo tudo o que está acontecendo, que aceito tudo o que está acontecendo e confio no grande mistério que tem se aberto pra mim, dia após dia.
tenho entrado muito em contato com as deusas, muito mais do que pelas vivências - pois justamente elas são o refexo do que venho vivenciando ultimamente - e justamete porque descobri como dançar com a vida! mas tem sido necessária muita coragem! e fé!
acabamos de passar por uma lua cheia muito especial: a lua cheia de maio - quando buda realizou sua iluminação e isso nos faz, mesmo que inconscinetementes entrar em contato m a energia de luz que este mágico e glorioso avatar deixou aqui neste planeta. espero que tenham podido perceber a luz nesta lua. na noite mesmo, o céu esteve enconberto por aqui, mas a energia da lua cheia de maio foi tão forte que fez com sementes que eu guardava em minhas mãos - ou por medo, oupor falta de clareza [ausência de luz!!!] escorregassem poe entre meus dedos e brotassem quase que instantaneamente de um solo que venho adubando há quase quatro anos. não tem encanto nisso??
saí um pouco do meu foco, me perdoem, mas estar aqui e aceitar as coisas da forma com que elas estão chegando pra mim me faz indagar se fui definitivamente desconectada, como os seres de sion em matrix. será que me colocaram aqueles furinhos pretos por todo o corpo e neste momento estou "ligada" àquela máquina que nos faz parecer humanos e por isso não me dou conta? há quem tenha passado por aquele filme-profeta acreditando estar vendo um filme-ficção...
amo escrever aqui neste lugar. no mês que vem o blog faz dois anos e junto comigo ele já se transformou diversas e diversas vezes e certamente anda não tem sua forma definida. tenhome ocupado bastante em trazer os meus sonhos pra este mundo e por isso não tenho escrito muito nos ultimos meses, mas o momento de partilhar com mais frequencia está retornando e peço que gentilmente sejam pacientes e continuem aqui, pois são o motivo de eu querer cada vez partilhar.
com amor, kamala - mais kamala do que jamais fui.

7.3.11

entre dois mundos


nem lá, nem cá.
acho que pela primeira vez em minha vida sinto-me no meio.
não é uma posição indecisa, muito pelo contrário: é a possibilidade de poder acessar os dois lados da vida...

6.1.11

2012 - Visão Otimista de Sai Baba

"Ouviu falar de 2012 como um ano em que algo ocorrerá?

Bom, por um lado existem várias profecias que indicam esta data como um momento importante da história da humanidade, mas a mais significativa é o término do calendário Maya, cuja profecia foi interpretada de várias formas. Os mais negativos pensam que nesse ano o mundo termina, mas isto não é real, pois sabemos que neste ano começa a Era de Aquário.

Na verdade este planeta está sempre mudando a sua vibração, e estas mudanças intensificaram-se desde 1898, levando a um período de 20 anos de alterações dos pólos magnéticos que não ocorriam há milhares de anos.Quando ocorre uma mudança do magnetismo da terra, surge também uma mudança consciencial, assim como uma adaptação física à nova vibração. Estas alterações não acontecem apenas no nosso planeta, mas em todo o universo, como a ciência atual tem comprovado.

Informe-se sobre as mudanças das tempestades solares (que são tempestades magnéticas) e perceberá que os cientistas estão a par destes assuntos.Ou pergunte a um piloto aviador sobre o deslocamento dos pólos magnéticos, já que todos os aeroportos foram obrigados a modificar os seus instrumentos nos últimos anos.

Esta alteração magnética se manifesta como um aumento da luz, um aumento da vibração planetária.

Para entender mais facilmente esta questão, é preciso saber que a vibração planetária é afetada e intensificada pela consciência de todos os seres humanos. Cada pensamento, cada emoção, cada ser que desperta para a consciência de Deus, eleva a vibração do planeta. Isto pode parecer um paradoxo, uma vez que vemos muito ódio e miséria ao nosso redor, mas é assim mesmo.

Venho dizendo em mensagens anteriores que cada um escolhe onde colocar a sua atenção. Só vê a escuridão aqueles que estão focados no drama, na dor, e na injustiça. Aquele que não consegue ver o avanço espiritual da humanidade, não tem colocado a sua atenção nesse aspecto.

Porém se liberar sua mente do negativo, abrirá um espaço onde sua essência divina pode manifestar-se, e isto certamente trará o foco para o que ocorre de fato neste momento com o planeta e a humanidade.

Estamos elevando a nossa consciência como jamais o fizemos. Como assim? Não percebe a escuridão?

Vejo-a sim, mas não me identifico com ela, não a temo. Como posso temer a escuridão se vejo a luz tão claramente? Claro que entendo aqueles que a temem, porque também fiquei parado nesse lugar onde apenas via o mal. E por esta razão sinto amor por tudo isso.

A escuridão não é uma força que obriga a viver com mais ruindade ou com mais ódio. Não é uma força que se opõe à luz. É ausência da luz. Não é possível invadir a luz com a escuridão, porque não é assim que o principio da luz funciona. O medo, o drama, a injustiça, o ódio, a infelicidade, só existem em estados de penumbra, porque não podemos ver o contexto total da nossa vida. A única forma de ver a partir da luz é por meio da fé. Assim que aumentamos a nossa freqüência vibracional (estado de consciência), podemos olhar para a escuridão e entender plenamente o que vivemos.

Mas como pode afirmar tudo isso, se no mundo existe cada vez mais maldade?

Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora.

Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá muita desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que tinha naquele local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que lêem estas afirmações as considerem loucura.

Percebeu que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

Esta nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não provem de uma doença que possa ser diagnosticada.

Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora precisa ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, assistam TV. Não imaginem que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária. No dia seguinte seu sono ficará normal, e não sentirá falta de dormir.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade, assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata."

Namaste!

Recebi este artigo por e-mail de uma amiga-irmã de alma que amo muito. Gratidão, minha flor, por um presente tão lindo e fonte de tamanha luz!

27.12.10

Feliz olhar novo!

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da
felicidade fosse o AQUI e o AGORA. Claro que a vida prega peças. É lógico
que, por vezes, o pneu fura, chove demais... mas, pensa só: tem graça viver
sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão
na ida pro trabalho?
Quero viver bem.
2010 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também
cheio de problemas e desilusões. Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas. Normal.
A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.
2011 não vai ser diferente.
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a
natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e
aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo para todos nós é sabedoria, luz, discernimento e
equilibrio! E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na
sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim...
Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou,
passe-o para a categoria 3. Ou mude de classe, transforme-o em colega. Além
do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser
a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro:
CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE).
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não
adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o
outro e o mundo com generosidade as coisas ficam diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial.
2011 pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas
fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar.
Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2011 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou...
pode ser puro orgulho!
Depende de mim, de você!
Pode ser.
E que seja!!!
Feliz olhar novo!!!
Carlos Drummond de Andrade

20.12.10

Dicas para driblar a ansiedade e o estresse


1- Desintoxique-se: pratique a alimentação desintoxicante diariamente, fazendo uso dos sucos desintoxicantes de 1 a 3 vezes por dia, sendo o primeiro em jejum, logo ao levantar. Desta forma já fica declarado: desejo tomar este banho interno diariamente, favorecendo assim, que todo o meu organismo se alivie de toda a carga tóxica que existe em mim. Seja no físico, emocional, psicológico ou até mesmo no espiritual.

2- Alongue-se: já temos falado sobre os benefícios da atividade física como um excelente antídoto para a ansiedade e o estresse. Agora, uma esticada de cinco minutos antes de dormir pode fazer maravilhas pelo sono. Exercícios simples e rápidos dão uma mão para que o corpo comece a se desligar das tensões.

3- Aceite o ritmo da vida: as leis naturais obedecem a um ritmo. Existe hora para acordar, se alimentar, trabalhar e relaxar. O organismo gosta de rotinas e elas podem favorecer no combate à ansiedade fora dos trilhos. Quanto mais regular o horário das refeições, melhor a digestão e o aproveitamento dos alimentos, tão fundamental num organismo debilitado.

4- Faça arte: ela nos ajuda a expressar emoções bloqueadas, trazendo alívios e soluções. Cerque-se de cores, papéis, pincéis, tesoura, massinha e deixe a sua criança se divertir e brincar. Faça colagem ou risque e rabisque mandalas. Seja o que fôr, permita que seja catártico e divertido. Chore, ria, dance e cante, pois tenha certeza que seus males serão espantados.

5- Fique só: experimente ficar por um tempo escutando e dando atenção somente para vpcê. Não deixe ninguém importuná-lo. Então, use esse momento precioso para o que quiser: refletir sobre a vida, ouvir música, ver fotos. Desligue o telefone, computador e tranque o quarto. O importante é dedicar-se a você.

6- Pratique yoga, tai chi chan ou alguma prática oriental: sem risco de se machucar, você ainda re-aprende a respirar, meditar e flexibilizar todas as suas couraças musculares.

7- Receba massagem: pode ser shiatsu, ayurvédica, relaxante, enfim, aquela que te permite relaxar e sair renovado. Coloque na sua agenda: 1 vez/semana e não abra mão deste carinho/presente para você mesmo.

8- Valorize bons momentos: tenha a gratidão de ter sempre por perto de seus pensamentos recordações de bons momentos, quando a felicidade ocupou todos os seus espaços. É responsabilidade nossa mudar os pensamentos destrutivos e negativos e colocar no lugar os bons pensamentos. Faça uma lista destes momentos e use-os toda vez que vierem aqueles filmes repetitivos que não constroem NADA de bom para a sua vida.

9- Não exagere: a ansiedade gosta de transformar copos de água em tempestades. Neste momento, rir é o melhor remédio, porque sinceramente, é patético pensar que um copo de água vai alagar e submergir sua vida.

10- Pegue leve: todo mundo tem o direito de errar ou de cometer uma gafe de quando em vez. Excesso de controle e perfeição só serve para FRUSTRAR e deprimir. Nunhum coração aguenta isso. Tente ser mais seu amigo, mais condescendente, mais tolerante e mais LIGHT.

11- Busque contato com a natureza: ela faz um fio terra e te descarrega de tudo que está descompensado. Portanto, caminhe descalço na terra, na praia, tome banho de mar ou cachoeira, abrace árvores, admire o horizonte, a copa das árvores, o vôo e o canto dos pássaros. Vai gandaiá no mato.

12- Diga-me com quem andas: não se deixe rodear de pessoas amargas, pessimistas, negaticas e muito críticas e nervosas. Cuidado: tudo isso pega. Sempre que possível afaste-se de quem te leva para baixo. E, quando fôr inevitável, prepare-se para ser prático, objetivo e sair fora o mais rápido que puder.

13- Aproveite o trânsito: tenha sempre no carro CDs ou fitas de músicas, piadas, ou palestras que te elevem, te tornem uma pessoa mais esclarecida, ou simplesmente mais feliz.

14- Faça uso de terapias alternativas: escolha aquela que você sente mais sintonia. Pode ser floral, aromaterapia, fitoterapia, cromoterapia, homeopatia, enfim. Elas podem ser uma excelente ferramente de te acalmar, te preparar para chegar mais dentro de você, te despertar. Procure saber um pouco antes para fazer sua escolha. Depois procure um bom profissional.

15- Medite: existem tantas técnicas. Uma delas será a mais adequada para você. Existem as meditações ativas do Osho, as meditações com os mantras, as meditações budistas, aquelas que trabalham com visualizações. A própria prática da yoga ou tai chi chuan já pode te induzir a um estado de meditação. Qualquer que seja a técnica eleita, o espaço será sempre o mesmo: o de você ficar mais presente, mais atento ao que seu coração fala, o universo te sinaliza e oferece, ao aqui e agora, ao presente. Somente deste espaço você poderá tomar decisões lúcidas, conscientes e mais vitoriosas.

Em tempos de grandes mudanças é sempre bom lembrar...
Tenho esse texto há muito tempo. Ele não é meu, acho que é da Conceição Trucon, do site Doce Limão. Se não for, os créditos ficam...

7.10.10

sombra e luz

tentei fugir de mim, mas quanto mais longe eu ia mais eu me encontrava...

30.9.10

esclareSer

Meu ciclo aqui na Arca se encerrou ontem. Apesar de eu ter vindo para cá com minha mudança e tudo, a proposta era que eu experimentasse a vida em comunidade por um ano. E eu ia seguir adiante nos esclarecimentos [a mim mesma], mas já empaquei na primeira frase: se eu vinha experimentar uma coisa que nem conhecia por um prazo determinado, então porque carreguei nas costas a minha mudança por 1600 km???
O fato de ter trazido a minha mudança antes desse prazo expirar teve, com certeza, bons motivos:
# queria estar aqui por inteiro e não sentir falta de nada que me daria a sensação de não estar no meu lar. Nem a mim e nem a Samuel que já tinha passado tanta privação por não estar com os livros e com os brinquedos dele no primeiro semestre do ano;
# queria de algum modo gerar em mim mesma alguma forma de comprometimento, pois sei que a coisa que mais necessito neste momento é de criar raiz!;
# minha mãe queria vender sua casa, onde eu tinha deixado toda a minha mudança e pediu para que eu tirasse tudo de lá;
Na-na-ni-na-não. O mundo da superfície dificilmente é o que parece ser...
Analisar os meus aparentes motivos para ter cometido esse "equívoco" me faz chegar às causas verdadeiras de tudo isso... E, percebo, com perplexidade, que a ciranda continua sua gira e que na roda vão as mesmas canções de sempre. Nada de novo!
E chego, então, nas causas profundas e verdadeiras:
# sentimento de incompletude; falsa crença de que a completude possa ser alcançada por algo externo; fé errática no caminho que escolho e pouca fé em mim mesma e na vida, por alterar a escolha central [experimentar a vida em comunidade por um ano] ou enfeitá-la com adornos não-essenciais [no caso, a mudança];
# ansiedade e necessidade de controle e mais uma vez, falta de fé na vida. Necessidade de querer garantir o futuro, ou ter a falsa segurança de que as coisas irão chegar aonde eu quero [criar raiz]; falta de entrega e aceitação [do que tiver que ser];
# sensação de falta de apoio; sensação de abandono e de estar sozinha no mundo. Separação.
Portanto, nada de novo! Não considero que tenha havido um erro em ter vindo para cá. Propus-me a experimentar a vivência em comunidade, mas, de fato, trouxe os meus ranços junto e nesse sentido, sim, há algo errado.
Cometer as mesmas ações esperando que causem reações diferentes é o princípio da insanidade!
Portanto, para sanidade fazem-se necessárias três pontuações muito importantes:
  1. Identificar os padrões negativos, o que já é uma árdua tarefa, mas não basta;
  2. Transformá-los em sua essência, o que é uma profunda tarefa de auto-conhecimento e auto-investigação que exige uma vigília sem tamanho e uma clareza de visão que talvez te exija também um foco de intensidade a nivel transpessoal;
  3. Anular este padrão, o que quer dizer, identificá-lo enquanto pensamento, ou seja, antes mesmo que se torne uma ação.
E isso, eu pude constatar agora, que ainda não consigo fazer... Mas ok, vou guardar o chicote, porque ainda por cima não adiantaria nada mesmo...
O que ficou de fato é que tenho esse montão de lição de casa pra fazer. E 1600 km pra voltar com tudo, além de faltar também decidir para onde... Ou se vou, dessa vez só com a roupa do corpo, comigo mesma e com Samuel...

17.9.10

...amor consciente amor...


a vida é cheia de sutilezas que de tão sutis quase não conseguimos percebê-las...
ando sentindo-me bastante estranha, bastante confusa, sem rumo. não tenho mais nada que me prenda a uma rotina que não me faça feliz e às vezes isso contribui para não saber ao certo o que fazer! bizarro paradoxo, mas enfim...
minha casa que normalmente trago arrumada já anda uma certa bagunça, com roupas jogadas por todos os lados, da mesma forma que tenho feito com certas coisas dentro de mim, jogando de qualquer maneira, aceitando de qualquer forma, colocando em qualquer lugar. certo é que me falta algo, alguma conexão, lembrar e aplicar algum ensinamento. e neste momento que trago isso claro pra mim lembro de um trecho de um livro li e que nem gosto muito do autor, mas que falava que ao invés de resistirmos a qualquer coisa que não nos agrade por medo do confronto, a melhor maneira de dispersarmos o que quer que seja, é entrar nesta coisa completamente, seja ela uma emoção, uma sensação, um sentimento. é abraçar com todo braço, mergulhar de cabeça e enxergar através da nossa própria resistência! e de tão perdida que tenho me sentido, não tenho encontrado nem o “buraco” onde mergulhar...
mas agora a pouco entrei num pranto intenso e profundo, sem palavras, conduzida por uma música que me levou a algum lugar que eu não estava conseguindo ir sozinha. o que eu tive que ir buscar lá em palavras não consigo traduzir o que seja, mas, de qualquer forma, posso perfeitamente falar que voltei sentindo-me diferente!
quem tá na foto acima é uma das minhas irmãs. quando ouvi a música lembrei-me do seu sorriso. da última vez que ouvi esta música, aliás era a primeira vez que a ouvia, ela estava comigo e estávamos celebrando a vida, as conquistas, as perdas, as trajetórias nem sempre felizes, mas sempre de crescimento, e é claro, a companhia uma da outra e da nossa família. de certa forma estávamos celebrando também uma despedida, porque em poucos dias eu ia me mudar pra longe e ficaríamos um bom tempo sem um momento tão lindo como aquele!
a música falava de um amor muito especial e verdadeiro entre uma neta e uma avó que voltava a habitar a consciência cósmica. falava em apego também e em como era difícil seguir a diante sem ele, o apego, e sem ela, a avó. essa avó havia dado a essa neta todo o amor que ela tinha e na música isso tudo vinha: “...se queres partir, ir embora, me olhas da onde estiver, que eu vou te mostrar que eu to pronta, me colha madura do pé...”, “...cila, pode ir tranqüila, teu rebanho tá pronto!...” , “...me mostra um caminho agora, um jeito de estar sem você, o apego não quer ir embora. diacho, ele tem que querer!...”.
chorei. a essência é algo que me comove verdadeiramente...
aceitei aquele pranto e ainda não fiz questão de definir em uma palavra o que foi. sei que vieram muitas sensações que talvez eu estivesse inconscientemente tentando evitar: a sensação daquele dia, de estar em família, de estar feliz com todos junto; a sensação das crianças felizes juntas; a sensação de perceber que a casa nova que minha irmã montava ganhava vida, aliás, como tudo o que colocamos nossa energia ganha; a sensação da gente dançando - dançamos muito aquele dia - e veio também a sensação de tudo o que a dança me deu; veio a sensação de ter uma amiga muito querida que mesmo de longe preenche e constrói comigo minhas subidas e descidas; a sensação de uma outra amiga, que de longe, já não está mais; a sensação de um menino quase homem que existiu e existe ainda hoje nas minhas fantasias, lembranças e recordações... e isso me levou de novo à dança, que me levou à outras sensações, que me levaram aonde eu tinha que ir e nem sabia que tinha e nem sabia como e nem sabia onde...
voltei deste transe não me sentindo sozinha, não me sentindo separada, não me sentindo distante... os amo, agora, consciente que os amo com muito amor.
estão todos - e tudo - aqui ao meu lado, junto, bem junto, a mim e a Samuel, fazendo parte da trilha e construindo o Ser.

19.5.10

ouro raso

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...
Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...
Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...
Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...
Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...
Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...
Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...
É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...
E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...
---
ouro de tolo, raul seixas

10.5.10

renuncia emocional

a emoção é a cola que apega você às suas velhas crenças e expectativas e você pode renunciar a elas e a qualquer situação, a qualquer momento. esteja certo de que você vai sobreviver a qualquer emoção! na verdade, o que você acreditar que seja medo de mais ou rejeição de mais já aconteceu. como assim?? é o seguinte: existe uma lei no universo infinito do nosso inconsciente que faz com o que você evite, sempre volte. e que quanto mais você evita, mais forte é o retorno.
a recusa em encarar este fato [que se evita] faz com que haja muito sofrimento desnecessário. [porque ele não passa, retorna sempre e sempre!] você fica emocionalmente preso a uma reação, a um padrão, e o resultado é sempre o mesmo. neste sentido, o que devemos fazer ao invés de resistir a qualquer emoção é entrar nela ocmpletamente, abraçá-la e enxergar através de sua resitência! emoções dolorosas não retornam por motivos externos, retornam porque fazem parte de você. você as criou antes de afastá-las!! cada emoção que você experimenta é sua e a causa para cada uma delas vem de dentro de você! espiritualmente, você é o criador de sua própria realidade. e isso é um pre.sen.te!
se essa emoção dolorosa surgir novamente, pergunte a ela a que veio e o que tem a dizer a você. diga que quer conhecê-la bem de perto. a medida que você vai dominando a arte da runúncia com paciência, dedicação e amor a sua realidade vai se transformando porque ela não tem escolha. as coisas do lado de fora são espelho das coisas daqui de dentro. vivendo o processo da renúncia você perde muitas coisas do passado, mas encontra a si mesmo. neste momento, você será, então, uma personalidade permanente, enraizada na consciência e na criatividade. uma vez que você tenha captado isso, terá captado o mundo!!
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e assim é com o amor que você busca. ele também o procura agora. seus anseios, suas profundas fantasias sobre ser amado são meras sombras da Sua doçura. esse amor existe em você. seja honesto sobre sua busca e esteja alerta para os momentos em que ele se mostra pra você. só você mesmo pode criar obstáculos para o amor! as mensagens de amor podem não estar claras para todos ao seu redor, até mesmo para aqueles mais íntimos. mas isso não importa pois elas foram feitas só para você. tenha certeza disso e continue indo atrás das pistas.
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inspirado em o caminho para o amor, de deepak chopra

27.4.10

kamala . a flor de lótus que desabrocha

kamala quer dizer a flor do lótus que desabrocha. o lótus é uma flor sagrada para a cultura hindu. é também um dos nomes da deusa laksmi. em sânscrito Kamala significa lótus e, como a flor que tem sua raiz na lama, Kamala lembra que a beleza da alma emerge do corpo físico grosseiro e nos suporta na elevação da alma través de nosso espírito e nossas metas mundanas. vem da raiz kama, que quer dizer amor sensual, do qual, através da busca pelo amor universal, podemos experimentar a união com o Supremo.
óbvio que não tenho essa pretensão toda, mas foi o meu mestre que me enviou o nome e eu, é claro, adotei! desde então, fiz dele uma espécie de mantra e frase de poder. mas, na verdade, na verdade mesmo, se eu tiver que ser bem honesta, com a trajetória da minha trilha sagrada, nos últimos anos, tenho que confessar que me sinto florescida!!! recebi esse nome num ponto muito importante da minha jornada e ele me trouxe e me traz a lembrança constante dos seres espirituais que somos. posso dizer que dei uma guinada e durante a escalada que fiz em 8 anos saí das trevas para a luz!
kamala manifestou-se nesta transição de amor e glória.
da época das trevas guardo muitas recordações e apesar de todo o sofrimento, nenhuma mágoa e muita gratidão. não tendo sido contemplada anos atrás pela escola do amor, fiz minha trajetória sobre as ondas da dor e da separação. não me considero masoquista. não gosto de sofrer, mas não posso reclamar de nada que aconteceu. me considero renascida, e como tal, precisei morrer. a morte, aliás, é o portal para uma nova experiência, em uma nova dimensão, seja ela física ou sutil, como foi a minha. acho que o que me dá, hoje em dia a confiança na vida é justamente ter experimentado na minha própria carne [and soul] que nada é ruim. nada é ruim. e que a dor, quando estamos dispostos, é o portal para a felicidade e para a paz interior.
às vezes olho para trás com um certo pesar sim. nada que pese muito. mas uma sensação de que assim como parte de mim [a irreal] deixei para trás também pessoas que a princípio, queria que ainda estivessem a meu lado [ilusão também]. o ciclo das amizades foi renovado e se renovando e da mesma forma, todos os tipos de relações. mas, de certa forma, isso também me traz sabedoria e me fortalece, pois me dá a sensação de estar verdadeiramente integrada ao cosmos. e quando ele gira, giro junto com ele!
isso é a vida. e essa é a dança e toda a magia da entrega e da aceitação.
neste momento agora, se eu fosse reiniciar este post, poderia até dizer que tenho sim esta pretensão: de desabrochar e emergir do corpo físico rumo a elevação da alma através da espiritualidade!!!

9.4.10

retrospectando


vou retomar as postagens voltando um pouco no tempo. voltando à atmosfera que me envolvia quando fiz meu último post...
inspiro profundamente no momento presente, fixo minhas bases aqui. ancoro minha energia no que estou desenvolvendo agora, mas fecho meus olhos em silêncio e faço um mergulho rumo a meu interior. vou lá dentro. visualizo meu corpo voltando comigo nessa busca. agora sinto. meu coração vem comigo nessa viagem. agora posso sentir como as coisas estavam no começo de dezembro de 2009. lembro-me agora. apesar de estar aparentemente feliz alguma coisa soava desconfortável em minha natureza...
vejo meu namorado e eu apaixonados, estava finalizando o curso de formação em ayurveda que eu tanto desejava, meu filho estava na escola que eu sempre sonhei, meu emprego era seguro e bem remunerado, saía quase toda quinta-feira com algumas amigas para dançar, nos finais de semana ia com frequência à lindas cachoeiras e curtia a reenergização e o romance que este cenário propcia. "tudo estava bem!!!".
em momentos de uma certa melancolia falava de coisas que não identificava facilmente: eram sensações, eram inquietações, eram sentimentos quase materializados em nós de energia pelo meu corpo e sufocados pela rotina massante com que “normalmente” atravessava os dias.
lembro-me da sensação em relação a rotina: estava "normalmente" puxada. sentia-me angustiada pela necessidade do cumprimento de múltiplas funções importantíssimas. havia uma impotência em dar conta de todas bem e ao mesmo tempo. desdobrava-me entre o filho, as amigas, o namorado, as irmãs, a camila, a kamala e as outras 10 funções mais que as imprudências e inconsciências da vida me obrigaram a acumular.
meus limites eram cada vez mais elásticos e não paravam de se esticar: não dormia mais na hora que eu gostava tentando arrumar tempo pra ser mulher e acordava na hora que eu não queria para tentar dar conta de ser mãe. passava as noites em claro para escutar a kamala, enquanto a camila sobrevivia agonizando silenciosamente 8 horas por dia dentro de um quadrado branco com uma tela de computador, zumbizava nas horas que sobravam e o que sobrava de mim tentando cumprir com o que ainda pendia... e "normalmente" a vida ia passando... e "normalmente" a vida se estrangulava...
aparentemente me recuperava de um processo de aceitação profunda e intensa de ferramentas novas que precisei fazer uso pra conservar a saúde e a felicidade!! e profundamente me recuperava da morte da forma que um movimento interno dessa dimensão pode acarretar, sem ter a consciência clara e tampouco a gratidão justa de que isso seria primordial e muito para que a essência pudesse vir à tona!!
apesar de todo esse drama retratado sentia-me feliz e apaixonada. apaixonada por mim, pela natureza, pela imensidão do universo e, principalmente, pela vaquinha que tinha chegado a poucos meses, o que me dava uma satisfação superficial - falsa felicidade - e encobria ainda mais a tal melancolia que surgia de vez em sempre!!!
a incapacidade de compreensão da magnitude da vida, ou seja, a percepção fragmentada e, portanto, formatada e egóica que temos do TODO, não permitiu que fosse percebido, na época, que havia melancolia e que havia algo que encobria a tal melancolia. mas ela estava lá e estava tornando-se mais presente a cada dia...
a vaquinha, que me fazia acreditar ainda mais na falsa felicidade, foi para o precipício e foi o pivô de tudo - de todas as mudanças. mas só percebi faz pouco, tanto que havia uma vaquinha quanto que ela foi para o precipício!
vocês conhecem a história da vaquinha, não é? se não conhecem deveriam conhecer e tentar identificar quem ou o quê é a vaquinha na história [que você mesmo escreve] da sua vida... eu não tive coragem de jogar a minha vaquinha conscientemente no precipício, mas inconscientemente fiz isso e foi nesse mesmo momento que puxei o freio de mão do blog [e da vida!].

21.8.09

o que procuro e o que encontro

procuro entender os meus movimentos, os meus limites, os meus passos. procuro não vagar por atalhos que não chegam. procuro aceitar as minhas imperfeições, os meus vazios e as minhas carências. procuro a música mais bela e mais sublime que embala o meu corpo em dias de silêncio interior. procuro a alma do viver, do harmonizar, do fluir e da plenitude. procuro momentos sensíveis e palavras consistentes. procuro o abraço que conforta e o colo que acolhe. e tudo está aqui, junto comigo, dentro de mim, bem ao meu alcance. encontro. me encontro. sinto felicidade e gratidão por compreender a magnitude da vida e por estar aqui nesta experiência. felicidade e gratidão por ter a mim mesma, por me ter por inteiro e por estar entregue. encontro a paz de quem se encontra. celebro a sagrada manifestação do viver.
queria poder colocar uma foto com a música que agora me envolve e me inspira e queria poder escrever a dança que o meu corpo desenvolve e queria que você sentisse a mesma alegria que sinto... que música linda! que dança gostosa! que preenchimento e que paz eu encontro!

30.3.09

quando cai mais um dos véus

é como se o mundo dançasse bem diante dos seus olhos. uma dança onde os participantes vão trocando de pares ao longo da música e ao final temos combinações completamente novas. uma nova "verdade" aparece e as suas convicções se desfazem. se você for igual mim, cheia de certezas, começará a murchar nesse momento...
você é obrigado a repensar. e repensar. e de novo. e mais uma vez...
quando cai mais um dos véus é sinal que você se conectou ao seu coração que é a Morada Divina dentro de cada um de nós.