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29.4.11

A Lenda das 13 Matriarcas

Texto de Mirella Faur -
extraído do Anuário da Grande Mãe

Ao longo dos tempos, entre os Kiowa, Cherokee, Iroquois, Sêneca e em várias outras tribos nativas norte-americanas, as anciãs contavam e ensinava, nos "Conselhos de Mulheres" e nas "Tendas Lunares", as tradições herdadas de suas antepassadas. Dentre várias dessas lendas e histórias, sobressai a lenda das "Treze Mães das Tribos Originais", representando os princípios da energia feminina manifestados nos aspectos da Mãe Terra e da Vovó Lua.
Neste momento de profundas transformações humanas e planetárias, é importante que todas as mulheres conheçam este antigo legado para poderem se curar antes de tentarem curar e nutrir os outros. Dessa forma, as feridas da alma feminina não mais se manifestarão em atitudes hostis, separatistas, manipuladoras ou competitivas. Alcançando uma postura de equilíbrio, as mulheres poderão expressar as verdades milenares que representam, em vez de imitarem os modelos masculinos de agressão, competição, conquista ou domínio, mostrando, assim, ao mundo um exemplo de força equilibrada, se empenhando na construção de uma futura sociedade de parceria.
Como regentes das treze lunações, as Treze Matriarcas protegem a Mãe Terra e todos os seres vivos, seus atributos individuais sendo as dádivas trazidas por elas à Terra. O símbolo da Mãe Terra é a Tartaruga e seu casco, formado de treze segmentos, simboliza o calendário lunar.
Conta a lenda que, no início da no nosso planeta, havia abundância de alimentos e igualdade entre os sexos e as raças. Mas, aos poucos, a ganância pelo ouro levou à competição e à agressão, a violência resultante desviou a Terra de sua órbita, levando-a a cataclismos e mudanças climáticas. Em conseqüência, para que houvesse a purificação necessária do planeta, esse primeiro mundo foi destruído pelo fogo.
Assim, com o intuito de ajudar em um novo início e restabelecer o equilíbrio perdido, a Mãe Cósmica, manisfestada na Mãe Terra e na Vovó Lua, deu à humanidade um legado de amor, perdão e compaixão, resguardado no coração das mulheres. Para isso, treze partes do Todo representando as treze lunações de um ciclo solar e atributos de força, beleza, poder e mistério do Sagrado Feminino. Cada uma por si só e todas em conjunto, começaram a agir para devolver às mulheres a força do amor e o bálsamo do perdão e da compaixão que iriam redimir a humanidade. Essa promessa de perfeição e ascensão iria se manifestar em um novo mundo de paz e iluminação, quando os filhos da Terra teriam aprendido todas as lições e alcançado a sabedoria.
Cada Matriarca detinha no seu coração o conhecimento e a visão e no seu ventre a capacidade de gerar os sonhos. Na Terra, elas formaram um conselho chamado "A Casa da Tartaruga" e, quando voltaram para o interior da Terra, deixaram em seu lugar treze crânios de cristal, contendo toda a sabedoria por elas alcançada. Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a cura das pessoas. Cada uma das Matriarcas detém uma parte da verdade representada, simbolicamente, em uma das treze ancestrais, as mulheres atuais podem recuperar sua força interior, desenvolver seus dons, realizar seus sonhos, compartilhar sua sabedoria e trabalhar em conjunto para curar e beneficiar a humanidade e a Mãe Terra.
Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros e educar melhor as futuras gerações, corrigindo, assim, os padrões familiares corrompidos. Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar seus sonhos.
Falando suas verdades e agindo com amor, as mulheres atuais poderão contribuir para recriar a paz e o respeito entre todos os seres, restabelecendo, assim, a harmonia e a igualdade originais, bem como o equilíbrio na Terra.

26.11.10

não podemos deixar de "imaginar" e nem que as lágrimas brotem...

Imagine
John Lennon

Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world
You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will live as one
...
essa música depois do dia que tivemos ontem, aqui na cidade e depois do dia [maravilhoso] que tive ontem com algumas amigas, construindo junto, uma rede para trabalhar por um mundo novo de amor, comunhão e de paz!
E essa era exatamente a minha história:
"You may say
I'm a dreamer
But I'm not [more] the only one
I hope some day
You'll join us [me]
And the world will live as one"
não estou mais só nesse "imaginar"!
...
o floresSer floresceu!!!
om sri maha Ganapataye namaha!!!

17.5.10

união

a kamala precisa da camila...
brinco com a minha terapeuta que as duas maiores personalidades [aspectos] que residem em meu íntimo são essas duas loucas! e sempre que resolvo parar de colocá-las cara a cara e as coloco lado a lado, dá um samba bom! é o caminho do equilíbrio, da unificação. mas antes disso preciso separá-las, pra compreendê-las, ou melhor, pra compreender a mim mesma. elas são aspectos do meu próprio Ser. são extremamente fortes quando estão juntas, mas se deixo uma delas reinar, fico fraca e sofro!
a kamala é meu lado sentimento, sutil, etéreo, bucólico, ao mesmo tempo que, é claro, não tem racionalidade. não dá conta dos valores da cidade e do mundo moderno. não fala a mesma língua da maioria das pessoas, nao se enquadra aos padrões e, por isso mesmo, se perde em meio à sua própria alienação. troca com o mundo na base da intuição. é ela quem senta do outro lado do divã.
a camila é o inverso disso e desta forma, complementar à primeira doida! não é boa nem má, mas pensa com o intelecto! a kamala não poderia viver muito tempo sem ela. e a camila sucumbiria à tantas provas na vida sem as flores que a kamala planta!
me surpreendo como fico com uma inteligência sentimental apurada quando me convenço de jogar com o meu time completo!! me distancio dos fatos, observo, aceito e transcendo! ontem eu estava conversando com uma amiga linda e percebi que eu estava, de novo, inteira!
separar, entender e unificar.
e o mundo giiiira.... e a gente creeeeesce.
e a vida não é uma música? eita, que coisa mais bela!
gratitude...

20.4.10

descascando o ego

depois que consegui me esvaziar, nesse primeiro mês de busca, a minha cabeça foi aos poucos voltando para o lugar. posso lembrar de uma sensação completamente nova pra mim que começou a atravessar comigo os dias... aliás, os dias, aos poucos se tornavam lindos dias! o céu brilhava um azul intenso sulista e a mata sempre tinha um ar geladinho. aos poucos uma nova rotina foi preenchendo o éter na minha jornada e comecei a interagir mais com o lugar. algumas pessoas começavam a atravessar por onde eu ia, mas não perdi mais de vista o propósito da minha imersão: eu queria experimentar novas experiências e dissolver velhos padrões!
para o meu lado racional não ter um pirepaque, quando larguei tudo no rio, tive que invetar algumas mentiras pra mim mesma. me fiz acreditar que eu estava saindo a procura de novas oportunidades de trabalho, mais alinhadas aos valores novos que eu aprendia a cultivar. queria colocar a ayurveda e a yoga em prática, fazer novos cursos. estudar permacultura e bio-construção, achar um lugar para morar, dar uma terra para o meu filho e parar de sobreviver. coisas mais materiais... mas depois de um mês de imersão tudo tinha se dissolvido e estava claro como o dia que nada disso era o propósito verdadeiro.
pensar, pensar, pensar... fiz isso por um mês inteiro, sozinha. quanto mais eu refletia sobre o que tinha acontecido, sobre o porque de eu ter ido parar ali, tão distante de tudo, o que eu realmente estava buscando, mais eu tinha a certeza de que era preciso se perder completamente para se encontrar. e me dava esse espaço.
não perdi mais de vista a intenção de não julgar e toda a manhã incluía nas minhas orações esse propósito interior. uma forma de não cometermos injustiça é de não emitirmos julgamentos a respeito de fatos, idéias ou pessoas. e quanto mais eu pensava sobre isso, mais eu tinha para pensar e refletir a respeito...
na viagem para dentro de mim pude sentir que sou um universo infinito e único e que cada aspecto da minha vida podia ser desdobrado mil vezes e em mil possibilidades. isso me fez perceber que qualquer um é assim, sendo portanto uma pretenção [ego] sem tamanho imaginar que algum dia você vai conhecer a pessoa que dorme há anos ao seu lado, o que dirá quem dorme apenas há alguns meses! foi bastante reconfortante sentir as coisas desta forma naquele momento, mas se eu desdobrava também esta informação ficava com a impressão de vivermos com pessoas totalmente desconhecidas e estranhas, partindo do princípio, que na sociedade atual as relações são frágeis, superficiais e sem raízes...

desta forma, assustei-me ao me dar conta que relacionar-se a dois, por exemplo, pode se tornar uma peça com quatro personagens ilusórios: quem você pensa que você é, quem você pensa que o outro é, quem o outro pensa que é e quem o outro pensa que você é... somos todos um universo inexplorado, por mais que mergulhemos em nosso interior!
ter ficado tão perdida e tão fraca tinha me proporcionado uma forma de rendição. tinha me feito deixar cair as máscaras [e os personagens] que eu vestia para encobrir as minhas fraquezas e as questões que eu não sabia como lidar.
agora me parecia que eu estava pronta pra voltar ao mundo. esvaziada. desconstruída. e fortalecida. alinhada com o meu propósito interior.