13.10.09

reconectando


sabe quando você fica otimista demais e daí, sem que perceba acaba baixando a vigília? acabou de acontecer... é por isso que um dos grandes mestres pregava tanto o orai e vigiai...
desculpem-me a ausência e não sumam também. voltem!!! preciso dessa corrente para florescer sempre. novamente e novamente!! aliás, aproveito a oportunidade para agradecer aos acessos - já passaram de mil!!! - e aos comentários gostosos que venho recebendo... e também aos comentários feitos pessoalmente! tanka! do fundo do meu adoçado coração.
andei um tempin mei desssconectada. de mim mesma e da internet também. [aqui em casa, problemaxxx com o veeeloquizzz queriiiido - abro aquele sorrisinho a-ma-re-lo!]. mas, a desconexão chega. chega sorrateira. você, que deu uma breve relaxadinha, acaba sendo pega desprevinida e cede ao contra-fluxo. o mau-humor se instala por mais de um dia e aí, meus queridos, você, neste momento, acaba entrando no terrível turbilhão!!!
uma vez no turbilhão, enfraquecida e confusa, entrega-se - quando devia resistir - e gira, gira, gira e cada vez mais fica ainda mais tonta! esse é um processo envolvente, mas não num bom sentido. conseguir parar a loucura toda e olhar o turbilhão de frente é a única forma de sair dele. ora bolas, turbilhões acontecem e vão acontecer o tempo todo, é inevitável! aliás, dira até, que o propósito da própria existência é, de certa forma, aprender a entrar e principalmente aprender a sair da meleca do turbilhão. e vez após outra mais depressa e vez após outra mais fortalecido e mais íntegro!
quando eu era mais nova, em saquarema, onde passei minha infância e minha adolescência, muitas vezes eu entrava no mar agitado e mergulhava para o fundo, bem para o fundo. deitava na areia, prendendo o fôlego o mais que podia, porque adorava ficar vendo ali debaixo a dança suave que a areia fazia no fundo do mar quando as ondas passavam rápidas e ferozes, quebrando na superfície... hoje essa lembrança me ensina como devo lidar com o turbilhão: ele até pode passar rápido e feroz na superfície, mas lá no fundo, onde o meu ser floresce, tudo deve permanecer no ritmo da dança harmônica e calma da minha verdadeira natureza. vendo dessa forma chega a ser engraçado a gente se permitir descabelar porque vão instalar um relógio de ponto no trabalho! ou porque você percebe que precisa fazer uma faculdade inteira de linguagem corporal... ou porqueeee suas amigas viajaram e você atravessou o período de tpm sem poder falar com elas sobre os surtos que pipocam na sua cabecinha doidivanas durante esse período enlouquecedor... beleza! engraçado até pode ser, mas que o turbilhão te pega, ah! isso ele pega mesmo!!! daí, que ó, ois abertos, sempre! a qualquer sinalzinho breve de mau-humor ou irritação dá uma conferida no que está rolando. enquadra a situação de frente e não deixa o turbilhão te pegar. no mais, curte a vida e dance, dance muito! e lembre-se de celebrar até os momentos de baixa, pois certamente é nestes momentos que você mais cresce. [no meu som, só pra dar um gostinho, rolando tara, de chinmaya dunster. di-vi-no! e espanta qualquer vudú] beijossss
ah! uma dica: lugar [e pessoas] pra espantar vudú... dêem uma olhada se seus corações apontarem essa direção: http://www.terrauna.org.br/