22.5.11

fui desconectada!?


tenho pensado muito nos últimos meses sobre este grande mistério que é a nossa jornada: construimos fatos, coisas, relações, superamos desafios, ou não... entramos em contato com o nosso lado oculto, a dor, a sombra pra descobrirmos que a luz está em todas as coisas, em todos os lugares, permeando a cada um dos diversos aspectos de nossas vidas e personalidades!
ao menos deveríamos entrar em contato com isso também...
enfim, mas e o mundo paralelo à isso tudo? e o mundo do dia-a-dia e a rotina, e as contas, e o filho que tá na escola, e o trabalho, e o marido? e todas as coutras coisas materiais que buscamos?
tudo é amor!
é difícil falar sobre isso. algo em mim mudou profundamente desde que cheguei a petrópolis. não pela cidade em si, mas acho que pela experiência de sonhar e ver a realidade se fundindo a tudo isso. alguém está me entendendo?
às vezes acho que preciso "ainda" da rafa pra me ajudar a elaborar...
e logo depois vejo que não, que entendo tudo o que está acontecendo, que aceito tudo o que está acontecendo e confio no grande mistério que tem se aberto pra mim, dia após dia.
tenho entrado muito em contato com as deusas, muito mais do que pelas vivências - pois justamente elas são o refexo do que venho vivenciando ultimamente - e justamete porque descobri como dançar com a vida! mas tem sido necessária muita coragem! e fé!
acabamos de passar por uma lua cheia muito especial: a lua cheia de maio - quando buda realizou sua iluminação e isso nos faz, mesmo que inconscinetementes entrar em contato m a energia de luz que este mágico e glorioso avatar deixou aqui neste planeta. espero que tenham podido perceber a luz nesta lua. na noite mesmo, o céu esteve enconberto por aqui, mas a energia da lua cheia de maio foi tão forte que fez com sementes que eu guardava em minhas mãos - ou por medo, oupor falta de clareza [ausência de luz!!!] escorregassem poe entre meus dedos e brotassem quase que instantaneamente de um solo que venho adubando há quase quatro anos. não tem encanto nisso??
saí um pouco do meu foco, me perdoem, mas estar aqui e aceitar as coisas da forma com que elas estão chegando pra mim me faz indagar se fui definitivamente desconectada, como os seres de sion em matrix. será que me colocaram aqueles furinhos pretos por todo o corpo e neste momento estou "ligada" àquela máquina que nos faz parecer humanos e por isso não me dou conta? há quem tenha passado por aquele filme-profeta acreditando estar vendo um filme-ficção...
amo escrever aqui neste lugar. no mês que vem o blog faz dois anos e junto comigo ele já se transformou diversas e diversas vezes e certamente anda não tem sua forma definida. tenhome ocupado bastante em trazer os meus sonhos pra este mundo e por isso não tenho escrito muito nos ultimos meses, mas o momento de partilhar com mais frequencia está retornando e peço que gentilmente sejam pacientes e continuem aqui, pois são o motivo de eu querer cada vez partilhar.
com amor, kamala - mais kamala do que jamais fui.

29.4.11

A Lenda das 13 Matriarcas

Texto de Mirella Faur -
extraído do Anuário da Grande Mãe

Ao longo dos tempos, entre os Kiowa, Cherokee, Iroquois, Sêneca e em várias outras tribos nativas norte-americanas, as anciãs contavam e ensinava, nos "Conselhos de Mulheres" e nas "Tendas Lunares", as tradições herdadas de suas antepassadas. Dentre várias dessas lendas e histórias, sobressai a lenda das "Treze Mães das Tribos Originais", representando os princípios da energia feminina manifestados nos aspectos da Mãe Terra e da Vovó Lua.
Neste momento de profundas transformações humanas e planetárias, é importante que todas as mulheres conheçam este antigo legado para poderem se curar antes de tentarem curar e nutrir os outros. Dessa forma, as feridas da alma feminina não mais se manifestarão em atitudes hostis, separatistas, manipuladoras ou competitivas. Alcançando uma postura de equilíbrio, as mulheres poderão expressar as verdades milenares que representam, em vez de imitarem os modelos masculinos de agressão, competição, conquista ou domínio, mostrando, assim, ao mundo um exemplo de força equilibrada, se empenhando na construção de uma futura sociedade de parceria.
Como regentes das treze lunações, as Treze Matriarcas protegem a Mãe Terra e todos os seres vivos, seus atributos individuais sendo as dádivas trazidas por elas à Terra. O símbolo da Mãe Terra é a Tartaruga e seu casco, formado de treze segmentos, simboliza o calendário lunar.
Conta a lenda que, no início da no nosso planeta, havia abundância de alimentos e igualdade entre os sexos e as raças. Mas, aos poucos, a ganância pelo ouro levou à competição e à agressão, a violência resultante desviou a Terra de sua órbita, levando-a a cataclismos e mudanças climáticas. Em conseqüência, para que houvesse a purificação necessária do planeta, esse primeiro mundo foi destruído pelo fogo.
Assim, com o intuito de ajudar em um novo início e restabelecer o equilíbrio perdido, a Mãe Cósmica, manisfestada na Mãe Terra e na Vovó Lua, deu à humanidade um legado de amor, perdão e compaixão, resguardado no coração das mulheres. Para isso, treze partes do Todo representando as treze lunações de um ciclo solar e atributos de força, beleza, poder e mistério do Sagrado Feminino. Cada uma por si só e todas em conjunto, começaram a agir para devolver às mulheres a força do amor e o bálsamo do perdão e da compaixão que iriam redimir a humanidade. Essa promessa de perfeição e ascensão iria se manifestar em um novo mundo de paz e iluminação, quando os filhos da Terra teriam aprendido todas as lições e alcançado a sabedoria.
Cada Matriarca detinha no seu coração o conhecimento e a visão e no seu ventre a capacidade de gerar os sonhos. Na Terra, elas formaram um conselho chamado "A Casa da Tartaruga" e, quando voltaram para o interior da Terra, deixaram em seu lugar treze crânios de cristal, contendo toda a sabedoria por elas alcançada. Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a cura das pessoas. Cada uma das Matriarcas detém uma parte da verdade representada, simbolicamente, em uma das treze ancestrais, as mulheres atuais podem recuperar sua força interior, desenvolver seus dons, realizar seus sonhos, compartilhar sua sabedoria e trabalhar em conjunto para curar e beneficiar a humanidade e a Mãe Terra.
Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros e educar melhor as futuras gerações, corrigindo, assim, os padrões familiares corrompidos. Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar seus sonhos.
Falando suas verdades e agindo com amor, as mulheres atuais poderão contribuir para recriar a paz e o respeito entre todos os seres, restabelecendo, assim, a harmonia e a igualdade originais, bem como o equilíbrio na Terra.

20.3.11

em um reino tão, tão distante - parte 1

era uma vez uma menina franzina, magrela e feia, que em muitas ocasiões se parecia com um garoto pelo seu cabelo crespo e curto e por suas roupas pouco ajeitadas.
gostava de brincar de correr, de subir em árvores e telhados, de desenhar lugares e flores.
acompanhava, bem de pertinho do chão, o caminho confuso das formigas pelo quintal da casa onde morava. cozinhava comidinhas de ervas e areia em foguinhos imaginários e fazia brinquedos do que nem se imaginava. geralmente brincava sozinha, mas quando tinha companhia nas brincadeiras na grande maioria das vezes, sentia-se depressiada. escutava às vezes alguns sussuros sobre sua aparência e ela própria, entre um e outro movimento de sua mãos manejando as magrelas e peitudas bonecas Susie, da época, momento em conseguia socializar com as outras meninas de sua idade, pegava-se fazendo comparações entre si e a amiguinha que estava à sua frente.
mas não acho que fosse uma menina infeliz. ao menos não era de todo!
mas, pensando bem também, de todo, todo mesmo ninguém é...
ok, ok, acho que a menina era bastante infeliz e não era de uma infelicidade que vinha de fora que ela sofria. essa infelicidade nem vinha das comparações que ela fazia - apesar, de inconscinete, a menina praticar talvez o modo mais eficaz do mundo para se adquirir e cultivar a infelicidade! - mas a infelicidade que a menina sentia vinha de um lugar bem, bem, bem profundo e desconhecido...
essa menina não se sentia em casa. apesar de morar com sua família, não se sentia acolhida, amada ou protegida. isso dava a ela uma grande sensação de vazio e solidão.
sua família - de sangue - não vivia em comunhão. só porque eram "obrigados" a viver juntos por questões circuntanciais da vida não os fazia de fato uma família...
ela tinha irmãs menores e poucas recordações de sua infância junto à elas ou seus pais. a lembrança mais doce que tinha destes momentos era a imagem da irmã caçula no berço, com as mãozinhas abertas cheias de poeirinhas tipo algodão entre os dedos pequeninos, que ela tirava suavemente, uma a uma, como se praticasse uma meditação.
carregava em seu peito o vazio e uma sensação estranha e persistente que era difícil de traduzir em palavras. algo que como um rompimento ou uma quebra, ou sei lá, algo, talvez, semelhante à isso...
não havia por perto ninguém que pudesse acessar tal sensação, nem que a ajudasse a descrevê-las em palavras, nem que a permitisse trazer a tona a vontade de se fazer entendida.
e a menina se calava.
e a menina se isolava.
os anos iam passando e a menina os aceitava.
passava-os assim, do jeito que dava, sozinha numa casa com sua família e perdida em um reino tão, tão, tão distante do lugar e das pessoas que a cercava...
em algum momento mais adiante de sua vida, como que num resultado matemático do percurso dos anos que acumulava, perdeu-se também de si mesma e "adormeceu" num encenar constante de uma vida que não se parecia nem com ela nem com a vida que deveria viver, fazendo se parecer cada vez com uma criatura mais e mais distante de sua natureza e da realidade inerente à algo que nem sabia o que era, mas que teimava em pulsar timidamente em um coração de menina que já se tornava jovem...
[...]