A primeira e mais antiga forma de medir o tempo foi pelo ciclo menstrual das mulheres. Olhando o céu e contando os dias para a chegda da menstruação ou para a confirmação da gravidez, as mulheres criaram os primeiros calendários e estabeleceram as bases do conhecimento místico e mágico da Lua. A raiz da palavra “menstruação” vem do latim mens e significa “lua” e “mês”.
Para os povos antigos, a menstruação era um dom dado às mulheres pelas Deusas para que elas pudessem criar e perpetuar a própria vida. A sincronicidade do ciclo lunar e menstrual refletia o vínculo entre a mulher e a divindade, pois ela guardava o mistério da vida em seu corpo e tinha o pder de tronar real o potencial da criação. Esses ciclos também refletiam oas estações e mudanças da natureza, o ventre aparecendo como receptáculo da vida eterna, simbolizado pelo cálice, caleirão ou Graal em vários mitos. Todos os homens nascem da mulher, seus corpos são formados do tecido de seu útero, o sangue que corre na veia do recém-nascido é o sangue de sua mãe. O poder da ulher vem através de seu sangue, por isso ela não deve temê-lo ou desprezá-lo, mas considerá-lo sagrado, imantado com o poder que liga a mulher à Fonte da Criação.
Considerada pelos povos antigos como a “Flor da Lua” ou o “néctar da Vida”, a menstruação passou a ser denegrida e desprezada pelas sociedades patriarcais, que a consideravam a origem do poder maligno da mulher, a marca do demônio, o castigo dado a Eva por ter transgredido as regras e obediência e submissão. Enquanto que nas sociedades matrifocais as sacerdotizas ofereciam seu sangue menstrual à Deusa e faziam suas professias durante os etados de extrema sansibilidade psíquica da fase menstrual, a Inquisição atribuía esse poder oracular a prova da ligação da mulher com o Diabo, punindo e perseguindo as mulheres “videntes”. E assim originaram-se os tabus, as proibições, as crendices e as supertições referente ao sangue menstrual.
“Tabu” é uma palavra de origem polinésia , cujo significado – “sagrado” – refere-se a tudo aquilo que por ser imbuído de poder especial chamando mana nao podia ser tocado ou usado por pessoas que não estivessem preparadas para lidar com essa energia, o que pderia lhes ser prejudicial. O sangue mesntrual ou pós-partum era impregando de man, sendo por isso considerado sagrado, ou seja tabu.
Com o passar do tempo, o significado da palavra tabu foi deturpado para proibido, reendo uma conoação negativa e até mesmo perigosa, preincipalemnte para homens que temiam esse poder misterioso da mulher. Esse temos vinha do fato de que o homem, quando sangrava, era por ferimento ou doença, com consequências quase sempre fatais.
Infelizmente, milêncios de supremacia e dominios patriarcal despojaram as mulheres de seu poder inato e negaram-lhe até memso seu valor como criadoras e nutridoras da própria vida. Reuzidas a mera reprodutoras, fornecedoras de prazer ou de mão-de-obra barata, as mulheres foramconsideradas incompetentes, incapazes, desprovidas de qualquer valor e até mesmode uma alma!
Não mais o respeito e a veneração pelo poder sagrado de seu sangue, mas a vergonha, a repulsa, o silêncio sobre “aqueles dias”, as ausações e explicações cinetíficas dos estados depressivos, explosivos ou da mudança de humor como algo mórbido, que deveria sert ratado com remédios ou indiferença.
Em vez dos antigos rituais de renovação e purificação nas Cabanas ou Tendas da Lua, onde as mulheres se isolavam para recuperar sua energia e abrir seus canais psíquicos para o intercâmbio com o mundo espiritual, a mulher moderna deveria disfarçar, esforçando-se para continuar com suas atribuições cotidianas, perdendo o contato e sintonia com seu corpo e a nenergia da Lua. O resultado é tensão pré-menstrual, as cólicas, o ciclo deseordenado, o deconhecimento dos “Ritos de Passagem” edos “Mistérios da Mulher”. As meninas passam por sua menarca sem nenhuma preparação ou celebração, aprendendo, muitas vezes, as verdades sobre seus corpos de forma dolorosa ou prejudicial. Ao chegar na menopausa, a mulhersente-se marginalizada, desprezada, envelhecida, sem receber apoio ou ensinamento de ocmo atravessar e aproveitar essa nova fase plena de possibilidades e de sabedoria.
Pelo resurgimento do Sagrado Feminino, as mulheres estão reaprendendo o verdadeiro valor sagrado de seus corpos, de suas mentes e de seus corações. Restabelecem-se os rituais de passagem, celebrando as fases de transição na vida da mulher: a menarca – primeira menstruação – , a maturidade sexual, a gestação, o parto e a menopausa.
É imperativo à mulher contemporânea recuperar a sacralidade de sua biologia. ara isso, ela deve lembrar seus antigos conhecimentos, compreender os verdadeiros mitos e arquétipos de sua natureza lunar, reconhecer o poder mágico de seu ventre e sua conexão com a Deusa.
A sociedade atual, altamente industrializada e intelectualizada, é carente de Ritos de Passagem e Celebrações, preocupando-se apenas com a produtividade, o consumismo e o modismo.
É vital para a mulher moderna suprir essa lacuna lendo e reaprendendo as antigas tradições, usando sua intuição e sabedoria para adaptá-las à sua realidade moderna, celebrando os Ritos de Passagem.
Esse ato de “acordar” e “relembrar” reconecta a mulher à sua esência verdadeira, dando-lhe novs meios para viver de forma mais plena, harmônica, mágica e feliz.
Extraído do Anuário da Grande Mãe – Mirella Faur.
Sobre meu despertar pessoal. Sobre o despertar e a vida. Sobre a vida e o despertar... Apreciem com o coração. :) Para sempre em construção!
22.5.11
fui desconectada!?
tenho pensado muito nos últimos meses sobre este grande mistério que é a nossa jornada: construimos fatos, coisas, relações, superamos desafios, ou não... entramos em contato com o nosso lado oculto, a dor, a sombra pra descobrirmos que a luz está em todas as coisas, em todos os lugares, permeando a cada um dos diversos aspectos de nossas vidas e personalidades!
ao menos deveríamos entrar em contato com isso também...
enfim, mas e o mundo paralelo à isso tudo? e o mundo do dia-a-dia e a rotina, e as contas, e o filho que tá na escola, e o trabalho, e o marido? e todas as coutras coisas materiais que buscamos?
tudo é amor!
é difícil falar sobre isso. algo em mim mudou profundamente desde que cheguei a petrópolis. não pela cidade em si, mas acho que pela experiência de sonhar e ver a realidade se fundindo a tudo isso. alguém está me entendendo?
às vezes acho que preciso "ainda" da rafa pra me ajudar a elaborar...
e logo depois vejo que não, que entendo tudo o que está acontecendo, que aceito tudo o que está acontecendo e confio no grande mistério que tem se aberto pra mim, dia após dia.
tenho entrado muito em contato com as deusas, muito mais do que pelas vivências - pois justamente elas são o refexo do que venho vivenciando ultimamente - e justamete porque descobri como dançar com a vida! mas tem sido necessária muita coragem! e fé!
acabamos de passar por uma lua cheia muito especial: a lua cheia de maio - quando buda realizou sua iluminação e isso nos faz, mesmo que inconscinetementes entrar em contato m a energia de luz que este mágico e glorioso avatar deixou aqui neste planeta. espero que tenham podido perceber a luz nesta lua. na noite mesmo, o céu esteve enconberto por aqui, mas a energia da lua cheia de maio foi tão forte que fez com sementes que eu guardava em minhas mãos - ou por medo, oupor falta de clareza [ausência de luz!!!] escorregassem poe entre meus dedos e brotassem quase que instantaneamente de um solo que venho adubando há quase quatro anos. não tem encanto nisso??
saí um pouco do meu foco, me perdoem, mas estar aqui e aceitar as coisas da forma com que elas estão chegando pra mim me faz indagar se fui definitivamente desconectada, como os seres de sion em matrix. será que me colocaram aqueles furinhos pretos por todo o corpo e neste momento estou "ligada" àquela máquina que nos faz parecer humanos e por isso não me dou conta? há quem tenha passado por aquele filme-profeta acreditando estar vendo um filme-ficção...
amo escrever aqui neste lugar. no mês que vem o blog faz dois anos e junto comigo ele já se transformou diversas e diversas vezes e certamente anda não tem sua forma definida. tenhome ocupado bastante em trazer os meus sonhos pra este mundo e por isso não tenho escrito muito nos ultimos meses, mas o momento de partilhar com mais frequencia está retornando e peço que gentilmente sejam pacientes e continuem aqui, pois são o motivo de eu querer cada vez partilhar.
com amor, kamala - mais kamala do que jamais fui.
29.4.11
A Lenda das 13 Matriarcas
Texto de Mirella Faur - extraído do Anuário da Grande Mãe
Ao longo dos tempos, entre os Kiowa, Cherokee, Iroquois, Sêneca e em várias outras tribos nativas norte-americanas, as anciãs contavam e ensinava, nos "Conselhos de Mulheres" e nas "Tendas Lunares", as tradições herdadas de suas antepassadas. Dentre várias dessas lendas e histórias, sobressai a lenda das "Treze Mães das Tribos Originais", representando os princípios da energia feminina manifestados nos aspectos da Mãe Terra e da Vovó Lua.
Neste momento de profundas transformações humanas e planetárias, é importante que todas as mulheres conheçam este antigo legado para poderem se curar antes de tentarem curar e nutrir os outros. Dessa forma, as feridas da alma feminina não mais se manifestarão em atitudes hostis, separatistas, manipuladoras ou competitivas. Alcançando uma postura de equilíbrio, as mulheres poderão expressar as verdades milenares que representam, em vez de imitarem os modelos masculinos de agressão, competição, conquista ou domínio, mostrando, assim, ao mundo um exemplo de força equilibrada, se empenhando na construção de uma futura sociedade de parceria.Como regentes das treze lunações, as Treze Matriarcas protegem a Mãe Terra e todos os seres vivos, seus atributos individuais sendo as dádivas trazidas por elas à Terra. O símbolo da Mãe Terra é a Tartaruga e seu casco, formado de treze segmentos, simboliza o calendário lunar.
Conta a lenda que, no início da no nosso planeta, havia abundância de alimentos e igualdade entre os sexos e as raças. Mas, aos poucos, a ganância pelo ouro levou à competição e à agressão, a violência resultante desviou a Terra de sua órbita, levando-a a cataclismos e mudanças climáticas. Em conseqüência, para que houvesse a purificação necessária do planeta, esse primeiro mundo foi destruído pelo fogo.
Assim, com o intuito de ajudar em um novo início e restabelecer o equilíbrio perdido, a Mãe Cósmica, manisfestada na Mãe Terra e na Vovó Lua, deu à humanidade um legado de amor, perdão e compaixão, resguardado no coração das mulheres. Para isso, treze partes do Todo representando as treze lunações de um ciclo solar e atributos de força, beleza, poder e mistério do Sagrado Feminino. Cada uma por si só e todas em conjunto, começaram a agir para devolver às mulheres a força do amor e o bálsamo do perdão e da compaixão que iriam redimir a humanidade. Essa promessa de perfeição e ascensão iria se manifestar em um novo mundo de paz e iluminação, quando os filhos da Terra teriam aprendido todas as lições e alcançado a sabedoria.
Cada Matriarca detinha no seu coração o conhecimento e a visão e no seu ventre a capacidade de gerar os sonhos. Na Terra, elas formaram um conselho chamado "A Casa da Tartaruga" e, quando voltaram para o interior da Terra, deixaram em seu lugar treze crânios de cristal, contendo toda a sabedoria por elas alcançada. Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a cura das pessoas. Cada uma das Matriarcas detém uma parte da verdade representada, simbolicamente, em uma das treze ancestrais, as mulheres atuais podem recuperar sua força interior, desenvolver seus dons, realizar seus sonhos, compartilhar sua sabedoria e trabalhar em conjunto para curar e beneficiar a humanidade e a Mãe Terra.
Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros e educar melhor as futuras gerações, corrigindo, assim, os padrões familiares corrompidos. Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar seus sonhos.
Falando suas verdades e agindo com amor, as mulheres atuais poderão contribuir para recriar a paz e o respeito entre todos os seres, restabelecendo, assim, a harmonia e a igualdade originais, bem como o equilíbrio na Terra.
Assinar:
Postagens (Atom)

