15.9.09

monólogo para + de um

faz pouco tempo levei um baita dum tropeção! mas levantei lindamente e percebi... não, percebi não, experienciei que existe muito mais além de palavras entre o que se fala e o que o outro escuta. não são apenas as palavras que são escutadas, mas sim, talvez, estas mesmas palavras somadas a uma bagagem experimental e pessoalíssima que fazem com que elas [as palavras] possam ser interpretadas de diversas e diversas formas!! uuutaqueoparéo! se o que eu digo não é o que eu digo, daí, então, melhor não dizer nada, né? eu já ando numa nóia ferrada, tentando perceber se o que eu digo é realmente o que eu faço e o que eu sinto. lembro da expressão usada pelos índios de "fazer andar as nossas palavras". ou seja, de fazer com que nossas palavras possam ganhar vida no dia-a-dia... é lindo!
pensa aqui comigo: se tem ainda uma questão pessoal no escutar, seria então melhor não dizer mais nada. ao menos não dizer mais nada para alguém. melhor seria dizer tudo por aqui: lê quem quer e talvez, também, não entenda bem o que estou querendo dizer... daí eu sinto que voltei pro começo de tudo... e que repito um pensamento viciado: e-u-fa-lo-gre-go!!
mas não, eu não quero! eu não quero mais repetir velhos padrões de pensamento que levam a velhas atitudes que não me levam aonde eu quero chegar! então eu mudo o repertório. quero dialogar. e digo até que preciso dialogar. sou híper comunicativa, mas às vezes sinto precisar resgatar a minha sensibilidade perceptiva e interagir com o mundo usando todas as minhas sensações. sem falar nas outras funções psicológicas...
quero poder me expressar para que me entendam de verdade e de verdade possa falar com a voz do meu coração. para isso, me fecho um cadinho. me volto pra dentro da concha e consulto o meu sagrado interior. não quero ser preciptada e nem deixar margem pra duplas interpretações, mas não é a terefa mais fácil entender o que você mesma pode repassar para o lado de fora sem estar indo de encontro a sua própria natureza. ser transparente a ponto de alguém poder ler a sua essência requer que você já tenha tido a oportunidade de fazer isso antes. quero entender o diálogo também do corpo e do resto. [quero saber das lacunas que se interpõem a momentos de envolvimento. quero identificar a essência do abraço que não quer me soltar quando o dia amanhece.]
como estabelecer um diálogo onde possamos nos comunicar sob a mesma linguagem, sem ruídos que dificultam a sua compreensão? como traduzir emoções complexas em uma forma de expressão clara e consisa e permear o profundo com a clareza da luz do entendimento verdadeiro? como experimentar diálogos ao invés de monólogos?
o mundo precisa que reaprendamos a dialogar... urgentemente. e eu, talvez, precise ainda mais...